A indústria de consumo está a fazer progressos no caminho para uma maior sustentabilidade? Segundo o managing director do Consumer Goods Forum, que organiza esta quinta e sexta feira a Sustainable Retail Summit em Lisboa, “o copo está meio cheio”. “Sim, estamos a fazer progressos, mas não o suficiente”, concretiza Peter Freedman, no arranque do evento que ocorre pela primeira vez na capital portuguesa.
“Em termos de segurança de produto e cadeia de valor, a indústria de consumo global pode fazer a diferença e ter um impacto único junto dos agentes presentes na sala que outras organizações não conseguem”, comenta. Observa que o número de “consumidores de escolhem, mudam, evitam ou boicotam uma marca com base na sua posição relativamente à sustentabilidade é uma mudança positiva”. E acha extraordinário o aumento da percentagem ano a ano.
“Os números mostram que não é apenas uma questão de responsabilidade social corporativa, é um imperativo social para as empresas”, diz. E acredita que “se as empresas não correspondem ao que os consumidores lhes estão a dizer, em cinco anos os seus negócios vão deixar de existir”.
Entende que há progressos em cada um dos cinco tópicos a discutir no evento: desperdício alimentar, trabalho forçado, vidas mais saudáveis, resíduos de plástico e sustentabilidade da cadeia de abastecimento.
Peter Freedman adianta que 60% das maiores empresas mundiais de alimentação já estão empenhadas no combate ao desperdício alimentar e 14% estão a desenvolver ações para mitigar o trabalho forçado. “A percentagem deveria ser muito maior”, nota, “mas ainda assim estamos a progredir e devemos celebrar esse progresso”.
Acredita, pois, que a questão essencial é como acelerar o progresso e questionou o que podem fazer os 260 líderes presentes para contribuir. “É uma prioridade do seu CEO? Se não é mude de emprego”, sugere.
Para o managing director do Consumer Goods Forum, o consumo sustentável é uma questão não de cada empresa, mas de colaboração ao longo de toda a indústria e com outros agentes, nomeadamente governos, organizações não governamentais, comunidades, entre outros.
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