Que novos perfis de executivos estão a emergir em consequência da pandemia de Covid-19? As empresas procuram trabalhadores com novos atributos? Como se adaptaram os executivos às novas exigências? Será que também em termos profissionais nada será como dantes? Estas são algumas das perguntas a que procuramos dar resposta na última edição da Store. Com a visão da academia, mais concretamente da Católica Porto Business School, do ISCTE Executive Education e da Nova SBE Executive Education. E das consultoras de recrutamento, com a Robert Walters Portugal e a Michael Page.
As lojas físicas do retalho especializado estiveram fechadas quando foi decretado o estado de emergência, como medida de prevenção para o novo coronavírus. Muitas das insígnias viram no comércio eletrónico uma solução, tendo apenas de adaptar estratégias e equipas. Na última edição da Store, perguntou-se à FNAC Portugal, Kiabi, Despomar, Maxmat, C&A, IKEA Portugal, El Corte Inglés e Conforama qual o impacto da crise no negócio e como tem sido o “pós-Covid-19”. Uma resposta foi comum – à exceção da Maxmat, que não tem e-commerce: as vendas online cresceram bastante durante o confinamento. Será que agora se mantêm ao mesmo ritmo?
Desde que a pandemia de Covid-19 surgiu em Portugal tem-se vivido um período cheio de incertezas, em que o setor da cultura foi – e é – dos mais afetados. Marcas há que continuaram, porém, a promover a cultura nacional, como dá conta a última edição da Store. O Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce, o concurso anual Novos Talentos FNAC ou a programação de Âmbito Cultural online do El Corte Inglés são algumas das faces visíveis desse apoio.
O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, é o protagonista da capa da mais recente edição da Store. Em entrevista, analisa a resposta da cadeia de abastecimento ao contexto de confinamento ditado pela Covid-19, destacando, em particular, o contributo do retalho.
Em matéria de digitalização do negócio, pode dizer-se que a pandemia de Covid-19 constitui um marco, na medida em que, fruto do confinamento das pessoas e do encerramento temporário das lojas, ditou a emergência de novos comportamentos dos consumidores, impulsionando claramente o comércio eletrónico. Esta é uma evolução de que dão testemunho, na última edição da Store, cinco insígnias – C&A, El Corte Inglés, IKEA, Pingo Doce e Sonae – convergindo que a omnicanalidade é o caminho comum a trilhar, até porque é uma tendência global da indústria do retalho.
O impacto da pandemia de Covid-19 no setor da distribuição está em destaque na última edição da Store. Na capa, o diretor-geral do EuroCommerce, Christian Verschueren, deixa a convicção de que o comércio retalhista vai saber reagir e antecipar as mudanças. Já no interior, têm a palavra os players do mercado nacional, da APED às várias insígnias.
Em tempos de distanciamento social, queremos estar mais perto dos nossos leitores, unindo e mobilizando o setor do retalho e da distribuição, estratégico na vida dos portugueses. É por isso que a edição da Store está disponível, excecionalmente, em ebook.
A inovação é fundamental, no retalho alimentar. É esta a ideia defendida por marcas como o Pingo Doce, a IKEA, o Lidl e a Impossible Foods, que partilham também a visão de que é necessário estar-se atento às tendências, acompanhá-las e encontrar soluções para responder às necessidades dos consumidores. E não só. A preocupação com o ambiente e com a saúde também entra nesta equação.
Baixos salários, precaridade, rotatividade, trabalho por turnos. São alguns dos contornos da fraca perceção que os portugueses têm do emprego no retalho, visto como pouco atrativo para trabalhar. Mitos, asseguram retalhistas, que, admitem, no entanto, a necessidade de trabalhar no sentido de melhorar a comunicação sobre as “suas” pessoas e, com isso, alterar a perceção dos portugueses. A bem do setor.
A transição para a economia digital é um desafio transversal ao tecido económico nacional. Coloca, muito concretamente, questões ao nível dos recursos humanos, fazendo emergir uma necessidade muito concreta de investimento na (re)qualificação dos trabalhadores para dar resposta a um cenário em que funções há que vão desparecer e outras que vão ganhar novo peso na operação das empresas.